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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fórum de Aleitamento Materno - Cobertura Livre

* O Grupo Mamar agradece o convite da Rede de Amamentação de Santos e Região Senac para participar do Fórum. Aproveitamos o espaço para relatar o que aprendemos nesta tarde esclarecedora e compartilhar as informações com mães e profissionais interessados no assunto.

A Rede de Amamamentação de Santos e Região Senac promoveu em Santos, ainda dentro da programação da SMAM - Semana Mundial de Amamentação, no último dia 26 de agosto, um Fórum com Elsa Giugliani, do Ministério da Saúde que apontou as propostas do Governo para o Aleitamento Materno no Brasil e o projeto de tornar essas ações um dever do Estado.

O relato ficou longo, mas os assuntos tratados são de
suma importância para o Aleitamento no Brasil, na nossa e na sua casa e que toda informação é sempre bem-vinda. Afinal, as eleições estão chegando. Os projetos que foram implantados não podem deixar de acontecer, independente de quem esteja dirigindo nosso país.

Elsa Giugliani afirma que a continuidade dessas ações é a melhor forma de aumentar os índices de maneira positiva, além de manter o que já foi conquistado até o momento: menor índice de mortalidade infantil, bebês
mais saudáveis, melhor vínculo mãe-bebê-família.

A Dra Keiko, pediatra e símbolo da amamentação de Santos iniciou o Fórum com uma frase, que também assinamos embaixo:
"quando a gente trabalha para o bem, as coisas acontecem".

Elsa, discorreu sobre a necessidade de políticas públicas voltadas a questão do aleitamento materno no Brasil. Ainda há muito o que ser feito. Entre os índices mais importantes estão: bebês amamentados na primeira hora de vida; bebês entre 0 a 6 meses e a amamentação continuada.

Em média, as brasileiras amamentam seus filhos até os 11 meses. Em contrapartida a OMS (Organização Mundial de Saúde) indica o aleitamento até o 2º ano de vida.

Além dos indicadores é importante ressaltar que as políticas públicas vem ao encontro do direito da mãe e da criança, garantidos pela Constituição e no Estatudo da Criança e do Adolescente.
É direito nosso e só traz benefícios físico, emocional, cognitivo para as crianças e para a relação mãe-bebê.

O Brasil firmou compromissos na Declaração do Milênio (2000), no Pacto Nacional pela redução da mortalidade Materna e Neonatal (2004), Pac Saúde (2008), Acelerar a Redução da Desigualdade na Região Nordeste e na Amazônia Legal (2009).

Esses compromissos impulsionam as políticas públicas e as ações no Sistema Único de Saúde e atingem diretamente a vida de milhões de mães, bebês e famílias brasileiras e o resgate da amamentação como o alimento único e necessário para os 6 meses do bebê e sua contribuição na continuidade desses benefícios até os 2 anos.

E também através de atitudes políticas é possível transformar o cenário atual em que o Brasil se encontra.

E qual a estratégia dessas ações?
Elsa chama de Linha de Cuidado onde o assunto amamentação é apresentado como uma realidade natural pelo setor de educação às crianças desde sempre. A mulher, desde a adolescência deve ser informada e orientada. Na gravidez, a oportunidade de abrangir o tema e auxiliar a mãe a compreender a importância do seu leite na vida do bebê é fundamental para o sucesso da amamentação. Além de amamentar na primeira hora de vida, o auxílio no período de lactação, demonstrarem a redução da mortalidade infantil.

Como podemos ver, diversos setores como Educação, Saúde, Cultura, Desenvolvimento Social estão diretamente ligados ao ato de amamentar.

É necessário portanto, que o aleitamento seja promovido e apoiado através da atenção do Sistema de Saúde, de redes de amamentação, Campanhas, Banco de Leite, proteção legal dos direitos da mulher usufruir da sua licença maternidade. Projetos como Criança Canguru, onde os bebês prematuros ficam juntos de suas mães e são alimentados com seu leite e o Hospital Amigo da Criança, contribuem positivamente para a melhoria do quadro da amamentação brasileira, seus indicadores e para toda a sociedade.

O modelo dos Bancos de Leite do Brasil são reconhecidos e copiados por outros países.

Pesquisas realizadas entre 1999 e 2008 apontam melhoras significativas. A cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foi a campeã na melhoria dos indicadores. E Peruíbe, aqui no nosso litoral, é considerado um modelo de promoção do aleitamento materno.

Outro dado feliz é que 15% menos crianças estão usando chupeta. A chupeta é considerada uma vilã no aleitamento materno, porque confunde a maneira que o bebê suga, já que a forma de sugar a chupeta é completamente diferente do esforço que o bebê realiza para mamar o seio materno.

"o hábito da chupeta não traz benefícios para criança e sim para os adultos"
Elsa Giugliani

A representante do Ministério de Saúde, apontou os maiores obstáculos para que a amamentação na primeira hora de vida, exclusiva até os 6 meses e continuada sejam 100% no Brasil:

- a dimensão continental que o território brasileiro tem
- as diferenças regionais
- a falta de prioridade do Aleitamento Materno pelo SUS
- a falta de sensibilização dos profissionais de saúde e gestores
- escassez de recursos humanos e financeiros
- a necessidade da mãe trabalhar fora de casa
- a cultura da mamaderia.

O maior desafio é continuar avançando sem estabilizar nas conquistas até o momento. É buscar o melhor.

Elsa afirma ainda que o projeto de fazer do Aleitamento Materno uma política do Estado, institucionalizada, o que garante que os projetos, ações e propostas sejam garantidas e realizadas ativamente por todo o Brasil num processo contínuo está previsto para daqui a 1-2 meses.

Elsa citou também a importância do Hospital Amigo da Criança, onde as mães são orientadas e apoiadas para o sucesso da amamentação desde o pré-natal até o puerpério, aumentando dessa forma os índices de aleitamento materno exclusivo e continuado e reduzindo a morbimortalidade materna e infantil, o que tem gerado grande interesse pelos gestores nessa habilitação.O objetivo é mobilizar toda a equipe de saúde dos hospitais-maternidade, estabelecimentos com leitos de parto para que modifiquem condutas e rotinas responsáveis pelos altos índices de desmame precoce e, para isso, foram estabelecidos os DEZ PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO.

Os Hospitais Amigos da Criança, merecem um post a parte, que realizaremos em breve.

No portal do Ministério da Saúde é possível encontrar todas as campanhas e materiais de divulgação relacionado ao Aleitamento Materno no Brasil.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

em Agosto: Amamentação na SMAM 2010

Veja como foi o dia 31 de julho: Amamentação + Shantala e o dia 1º de agosto: Alimentação + Dança Materna

clique na imagem para ampliar, salve, copie e cole e ajude a divulgar!

EVENTO GRATUITO

Para participar envie um email para grupomamar@gmail.com com nome, telefone, idade do bebê e a data que deseja participar,podem ser os dois dias. Pedimos o compromisso com o evento gratuito. Se não puder ir, avise-nos até as 11hs da manhã para liberar a vaga para outro interessado.
São apenas 10 vagas para cada dia.

Semana Mundial de Aleitamento Materno

PROGRAMAÇÃO Grupo Mamar – Santos/SP

31/07/2010 – 14:00hs às 17:00hs

Gratuito

Vagas Limitadas

14:00 às 15:00hs – Bate papo sobre Amamentação

15:00hs as 15:30hs – Café

15:30hs as 17:00hs – Shantala

Sheila Santana – fisioterapeuta especialista em dermato-funcional e instrutora de Shantala.

Trazer:

Vestir roupas confortáveis, toalha, óleo de massagem vegetal, roupa de troca, lanche para compartilharmos. Visando o meio ambiente, propomos que os convidados tragam seu próprio copo para o lanche, evitando assim o uso de descartáveis.

01/08/2010 – 14:00hs às 17:00hs

GRATUITO

Vagas Limitadas

-14:00 às 15:00hs – Bate papo sobre Amamentação

15:00hs as 15:30hs – Café

15:30hs as 17:00hs – Dança Materna

Tatiana Tardioli

Haverão slings de argolas, wrap sling e lenços para as mães que não possuem carregadores e desejam experimentar a Dança Materna.

Trazer:

Vestir roupas confortáveis, sling, lanche para compartilharmos. Visando o meio ambiente, propomos que os convidados tragam seu próprio copo para o lanche, evitando assim o uso de descartáveis.

Para participar envie um email para grupomamar@gmail.com com nome, telefone, idade do bebê e a data que deseja participar. Pedimos o compromisso com o evento gratuito. Se não puder ir, avise-nos até as 11hs da manhã para liberar a vaga para outro interessado.


Conteúdos abordados no Encontro:


Possibilidades para Bate papo sobre amamentação:

-Rede Social de Amamentação de Santos e Região Senac e/ou;

-Banco de Leite Guilherme Álvaro

Temas propostos:

-Dicas sobre amamentação;

-Importância dos primeiros 6 meses;

-Desafios da amamentação continuada;

-Papel da família


Shantala

Shantala é uma massagem indiana milenar, tão antiga que não se sabe precisar a sua origem. É realizada com o bebê desnudo, sobre as pernas estendidas da mãe, num local tranqüilo e aquecido. Pode-se usar óleo para facilitar o deslizamento das mãos.

A massagem dura de 15 a 30 minutos, dependendo da idade do bebê e aceitação ao toque. A partir de 1 mês de vida os bebês já podem receber Shantala, respeitando-se apenas a cicatrização umbilical e a sensibilidade da pele do bebê. Pode-se iniciar Shantala em qualquer faixa etária e deverá ser realizada até que ambos queiram.
A massagem consiste em movimentos lentos, suaves compressões e alongamentos passivos por todo o corpo do bebê, tais como: peito, braços, mãos, barriga, pernas, pés, costas e rosto.


Benefícios:

-Evita cólicas, prisão de ventre; facilita o desenvolvimento da criança, principalmente no seu primeiro ano de vida; ganho de peso; sono tranqüilo; favorece a troca afetiva entre pais e filhos.

Dança Materna

O objetivo da aula de Dança Materna é aliar uma atividade física para mamães no delicado período de pós-parto a uma experiência rica em cumplicidade com os filhos a partir de um mês e meio de idade. Cada aluna prende o bebê a um carregador de pano chamado sling, usado como uma bolsa, e embala as crianças enquanto dança.Os primeiros meses após a gravidez são muito trabalhosos e exaustivos para as mulheres. Então, depois que o bebê nasce, a mãe se sente muito cansada e hesita em sair de casa. Esse é um momento para ela curtir sem preocupações.

Benefícios para a mãe:

Retorno à vida social, otimização da redução de peso, reeducação corporal (que evitará ou minimizará problemas posturais, inclusive na maneira de carregar e amamentar o bebê), fortalecimento do vínculo com o filho.

Benefícios para o bebê:

Proximidade com a mãe e aconchego fazem com que o bebê sinta-se amado, protegido e ajuda a reduzir a incidência de cólicas. O balanço da dança é extremamente relaxante para os bebês que em geral sorriem, se divertem e saem da aula calmíssimos e muitas vezes, dormindo. Outra vantagem é que o peito da mãe está ao alcance do bebê. Frequentemente eles mamam durante a aula enquanto dançam com a mamãe.
Obs: Indicado para mães com bebês a partir de 2 meses, usando algum tipo de carregador (sling, wrap, canguru, etc).