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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Culpa de Mãe, por Vanessa Anacleto


A mãe que nunca sentiu culpa que atire a primeira pedra.
A culpa faz, de certa forma parte da maternidade, por diversos motivos, por achar que está "mimando" demais, impondo limites demais e uma das maiores: deixar o bebê para ir trabalhar fora. Qual mãe não sentiu um aperto no coração, no primeiro dia de volta ao trabalho, após a licença-maternidade?

No livro, Culpa de Mãe, Vanessa Anacleto, trás a tona esta culpa, em uma história que bem que podia ser fictícia, né?
Uma excelente maneira de refletir, pensar e repensar a vida materna que se abre após o parto.

Para mais informações do livro e adquirir, clique aqui.

Conheça também o blog da escritora: Mãe é tudo igual.

"Culpa, culpa, culpa. Quando uma criança nasce, junto traz este sentimento de presente para sua mãe. E nós sabemos que carregaremos a tal da culpa muitas vezes em nossas vidas, melhor acostumar, aprender a lidar com ela. São vários os motivos que desencadeiam a culpa. O dilema maternidade x trabalho é campeão. Basta desejarmos ter filhos.

Assim que eles nos chegam, embrulhados em nossos maiores sonhos, acordamos para a realidade que nos lembra que fazemos parte de uma sociedade bem diferente daquela em que nossas avós viveram. A maioria de nós precisa trabalhar em uma atividade remunerada, muito mais pela remuneração do que pela atividade em si. Mas precisamos trabalhar por realização pessoal também, o que, é claro, não constitui crime algum, pelo contrário. Acima de tudo amamos nossos filhos, esses pequenos grandes seres que dão uma nova dimensão às nossas vidas.

Queremos estar com nossos filhos. Ver seus primeiros passos, ouvir o som divino das primeiras palavras balbuciadas. Queremos conhecer seus primeiros problemas e saber de suas vitórias . Queremos estar lá sem deixar de sermos nós mesmas. Queremos ser mães. Alguma coisa contra?

Fernanda, a personagem principal de Culpa de mãe, deseja apenas ser mãe de seu bebê. Faltando poucos dias para o término da licença maternidade, a a nova mãe descobre que não quer deixar a filha apesar de ser muito feliz profissionalmente. A partir de então, inicia uma busca pela solução do dilema. Uma solução pessoal e intransferível."



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Relato do Encontro: Sexualidade e Maternidade


O segundo encontro, foi marcado por um tema que ainda é encarado como tabu pela sociedade. Mas, aproveitamos para lembrar que sexo e sexualidade são assuntos bem diferentes, sendo a qualidade da vida sexual consequência direta do desenvolvimento da sexualidade
do indivíduo desde a infância. E na tarde chuvosa, deste último sábado, aprendemos mais e mais sobre pontos que merecem atenção na nossa sexualidade como filhas, mulheres e mães.



Um dos aprendizados mais marcantes com a psicóloga Márcia Atik foi perceber que todo indivíduo em diversos momento da vida, inibe os seus desejos mais íntimos, por qualquer que seja o motivo e deixa de realizar atividades que lhe proporciona prazer, principalmente por medo de que uma frustração aconteça ou não, seja ao ler um livro, sair para dançar, ouvir uma música ou curtir o parceiro.


Quando nos tornamos mães, voltamos todas as nossas atenções para o rebento e o processo de cada uma para voltar-se também para o mundo em que vive, para seu parceiro ou para novos amores é delicado e único, podendo ocorrer de forma natural ou com mais dificuldades. Isso depende também de como lidamos com nossa sexualidade e com a forma que aprendemos a lidar com o que nos dá prazer. As mudanças no corpo, rotinas atarefadas, companheiro e familiares que nos cobram o tempo todo e nossas próprias cobranças em nos tornarmos as "super-mulheres maravilha", atropelam nossos desejos e nos tornam cegas ao prazer de fazer o que afaga o íntimo de nossa vontade.

As prioridades, após o nascimento de um filho, são novas e múltiplas e cabe a mãe conhecer-se, cuidar e cultivar sua individualidade feminina para não deixar-se apenas em um dos papéis sociais que lhe cabe. Respeitar nossos desejos e prazeres, sabendo que esses são íntimos e privados, e devem ser cultivados com cuidado para não serem substituídos por momentos de satisfação momentanea.

É maravilhoso cuidar, aprender, brincar e ver crescer nossos filhos. E importante para eles e para nós. Importante também para ambos e no caso das famílias onde existe o pai ou um companheiro presente, é respeitar nossos limites como mulher e sem culpa ou mesmo na presença desta cuidar dos nossos desejos, da nossa querência e da busca pelo nosso prazer pessoal.

No Menu TEXTOS você encontra diversos olhares sobre o tema.